GAIA Digital

Inovação Digital — Ciclos de Vida

Iterações curtas, checkpoints claros e preservação ativa para evoluir com segurança

Fluxo cíclico mostrando etapas de concepção, protótipo, publicação e avaliação

Por que pensar em “ciclos de vida”

Projetos digitais mudam com pessoas, tecnologias e contextos. Em vez de “uma entrega final”, trabalhamos em ciclos curtos e reaplicáveis, preservando o que já existe e melhorando o que faz sentido.

Cada ciclo entrega valor público mensurável, com governança leve, interoperabilidade e sustentabilidade — pilares do GAIA.

Ciclo curto de inovação (4 etapas)

  1. Conceber

    Definir problema público, pessoas impactadas, riscos e critérios mínimos de sucesso.

  2. Prototipar

    Criar protótipo mínimo com padrões abertos, acessibilidade e vocabulários aplicados.

  3. Publicar

    Disponibilizar de forma acessível e interoperável; licenças e créditos visíveis.

  4. Avaliar

    Medir indicadores simples, recolher feedback e registrar aprendizados para a próxima iteração.

Artefatos mínimos por etapa

Conceber

  • Declaração do problema e público-alvo.
  • Critérios de sucesso e riscos mapeados.
  • Plano de dados e ética (curto).

Prototipar

  • Ficha mínima + nomes padronizados.
  • Vocabulários e IDs estáveis aplicados.
  • Checklist de acessibilidade (rascunho).

Publicar

  • Página/coleção com créditos e licenças.
  • Exportação aberta (teste de saída).
  • Checklist de qualidade validado.

Avaliar

  • Indicadores (acesso, reuso, satisfação).
  • Relato curto de aprendizados.
  • Backlog da próxima iteração.

Checkpoints de governança (leve e objetivo)

Ética e consentimento

Checagem de privacidade, sensibilidade cultural e licenças antes de publicar.

Acessibilidade mínima

ALT, contraste, teclado e legendas validados (amostragem por entrega).

Interoperabilidade

Exportações testadas, vocabulários aplicados e IDs persistentes.

Preservação e integridade

Backups 3-2-1, checksums e testes de restauração periódicos.

Participação

Feedback de pessoas usuárias, pares e comunidades envolvidas.

Indicadores

% páginas acessíveis, reuso de dados, tempo de ciclo, satisfação e custos de manutenção.

Ciclos longos (planejamento anual)

  • Revisão estratégica: alinhar objetivos com políticas institucionais e comunidade.
  • Mapa de riscos: questões éticas, tecnológicas e de pessoal (planos de mitigação).
  • Roadmap de iterações: temas, marcos e entregas trimestrais.
  • Orçamento leve: custos de manutenção x investimentos de melhoria.

Erros comuns (e como evitar)

  • Confiar na “versão final” e perder a cultura de iteração.
  • Ignorar acessibilidade até o fim — gera retrabalho e exclusão.
  • Não testar exportações — risco de aprisionamento tecnológico.
  • Vidas úteis sem preservação — sem backup/restauração, tudo é frágil.
  • Métricas demais — foque no que orienta decisão e aprendizado.
  • Falta de responsabilidades — ausência de RACI leve por etapa.